O QUE COSTURAR COM O TECIDO ALFAIATARIA RISCA DE GIZ MARROM?
No quesito elegância e sofisticação é difícil encontrar um tecido que ganhe da alfaiataria. Um clássico da moda que nunca sai de cena. São peças curingas que vestem bem todos os estilos e podem transitar do dia à noite sem problema algum.
A risca-de-giz é uma padronagem clássica e atemporal. Esta estampa ficou muito conhecida nos anos de 1920 e 1930 sendo muito vista em peças de alfaiataria masculina, hoje, esta padronagem é muito utilizada também na moda social feminina em peças como coletes, blazers, saias e calças com corte reto. Esta estampa é caracterizada por listras longitudinais espaçadas por uma medida regular.
Uma roupa de alfaiataria significa uma peça estruturada, com cortes mais retos e ajustados e um caimento perfeito. E para isso os tecidos não poderiam ser diferentes, afinal, uma peça estruturada precisa de um tecido estruturado. São perfeitos para confecção de ternos, blazers, calças e coletes, tanto masculinos quanto femininos. Por se tratarem de tecidos sintéticos, feitos de poliéster, amassam muito menos e possuem excelente custo benefício. Além disso, são igualmente confortáveis e sofisticados. São tecidos bem versáteis e que dificilmente saem de moda, garantindo assim elegância e estilo para quem os veste.
Em peças clássicas femininas de alfaiataria, pode ser usado para fazer vestido tubinho e saia lápis (ou secretária).
O tecido de alfaiataria pode ser usado também para vestido e saia nos cortes godê e evasê. Ele vai proporcionar um leve volume no caimento.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO TECIDO ALFAIATARIA RISCA DE GIZ
- É um tecido bem estruturado;
- É um tecido de fibra sintética e não amassa com facilidade;
- Adere aos vincos das peças de alfaiataria com facilidade;
-Padronagem tradicional que confere um aspecto alongado e elegante à peça final.
QUAL TECIDO IDEAL PARA USAR DE FORRO NAS PEÇAS DE ALFAIATARIA?
As roupas de alfaiataria têm como característica principal a elegância dos acabamentos (na maioria das vezes, todos embutidos), portanto, o uso do forro é indispensável.
Para essa categoria de roupas, as opções de forros são diversas em opções e valores. Nossas sugestões são:
Forros diferenciados e sofisticados: jacquard, crepe nuage ou crepe lorraine
Forros tradicionais: cetim com elastano, forro leve de poliéster, alpaca ou bemberg.
Para forro de bolsos em calças e bermudas: forro leve de poliéster, alpaca ou bemberg.
A ALFAIATARIA NA HISTÓRIA DA MODA
Muito antes de ser uma expressão de estilo, a roupa cumpria uma função estritamente utilitária: a proteção do corpo. No entanto, o verdadeiro despertar da moda como a conhecemos ocorreu no coração da Europa, ao final da Idade Média. Foi nesse cenário de transição que o corte preciso e a qualidade do tecido ganharam protagonismo, dando origem a uma das profissões mais prestigiosas da história: o Alfaiate.
Os alfaiates eram aqueles que faziam roupas de forma artesanal e sob medida para os nobres da época. O alfaiate tornou-se o arquiteto do vestuário, moldando tecidos de forma artesanal e exclusiva para atender à nobreza, onde cada ponto e cada medida celebravam a individualidade. Inicialmente a alfaiataria era exclusivamente masculina, foi só depois da Revolução Francesa no século XIX que esta técnica refinada rompeu barreiras e passou a fazer parte do guarda-roupa feminino também.
Desde então, a estrutura impecável dos blazers e o caimento magistral das calças de alfaiataria tornaram-se símbolos de empoderamento e sofisticação para as mulheres. Hoje, vestir uma peça de alfaiataria é honrar séculos de tradição, onde a técnica manual se une à criatividade para transformar tecido em uma obra de arte.
DICA DA ESTILISTA INÊS MAXIMUS:
Na linha de alfaiataria o forro é sempre indicado para dar um melhor acabamento e conforto às peças. Para quem prefere um forro mais elegante pode utilizar tecidos mais nobres, como jacquard. E tem as opções mais acessíveis como o bemberg, cetim ou tecidos de acetato.